Vitrines
Ao consultar meu deserto, estou cheio de ninguém Mesmo quando falo com alguém, sinto vazio meu fardo Eu farto, me isolo, acabo a me conversar ou conservar meu estado Calado falo asneira pra mim mesmo, este é meu enredo calamidado Mas no calçado, minha vitrine é alegria, alegoria de plástico Semblante alegre de manequim importado Pro meu povo importado com sua própria horta Conciso, sem êxito, sem volta, solto um grande sorriso de vida, de vida morta. Kayron Rafael