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Mostrando postagens de 2012

O meu tempo, o seu tempo e o tempo

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Sem perceber, chamo a dama pra perto de mim Sentado, intacto, esperando seu olhar me fitar Na sua chegada, seus olhos quase vermelhos do castanho a brilhar Me mostram que dela não sobrou nem um fiapo de cetim. Tenta me constranger com falsos amores E meu coração nem palpita Faz de tudo pra aparecer ao lado de belas flores Mas meus olhos já a perderam de vista. Contudo percebi que fui deixando cistos de amor em cada lagrima derramada por mim e pra bela donzela jazem as sobras do passado, nem seu charme, nem seu corpo me faria cair em tal nostalgia da tentativa de saciar a penúria de mim. (Kayron Rafael)

A Pedra e o Holocausto

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O inexato é o imediato a esperar O ingrato é este ser falso e ereto A face... A mostrar para o errado e o certo E a certeza de que tem prazer em errar. O seu custo... Viver à custa de algo O seu luxo... Ter poder de ver e rir Sua desgraça... Matar-se e não se redimir Seu fim... Triste palhaço sem casa, sem mundo, sem palco. (Kayron Rafael)

Diálogos

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Em um bosque onde não há chão de cimento, apenas grama e pinheiros gigantescos sem raíz na superfície. Dois amigos Hermes Ziom de Alencar Azul e Frederico Prosie de C. Lacerda sempre se encontravam pra conversar. Estou aqui pra publicar os seus diálogos. Fred: E ai Ziom beleza? Estava a tua procura, queria te pedir um favor. Hermes: Eu to vivendo, Cordeiro , (risos). Você ta diferente cara! Diga qual é o seu problema, ajudarei no que poder. Fred: Pois é louco o tempo passa, a gente nem sente e as pessoas vão mudando a cada segundo que estão longe. Sim... o favor era só um dialogo que eu queria ter contigo, pra você me esclarecer algumas coisas. Hermes: Manda ver! Fred: Eu vinha pensando muito nos tempos de escola ou mais precisamente nos colegas de lá. Hermes: Às vezes bate uma saudade também. Lembro de quase todos os rostos, mas o que me incomoda mesmo é justamente os que eu não lembro. Fico pensando se eles se lembram de mim, às vezes até me sinto culpado por n...

Cansaço

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Agora sinto o verdadeiro medo Lembrando o passado vejo o tempo passar Pensando se o futuro está a me esperar Ou se o próprio acabará cedo Me seguro para não gritar Vendo-me na incerteza do calvário: De viver, ou “viver” na casa de calcário As lagrimas descem ao rosto sem me molhar Assim fico a mercê da tarde Aguardando o grau da sentença Apegando-me a todo e qualquer tipo de crença Esperando que o não pra mim farte. (Kayron Rafael)

Lagrimas da Avareza

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                    Meus olhos brilham ao por do sol, meu martírio, minha vida é esperar que minha infância um dia venha. Meu passado e presente se resumem a pessoas e seus desejos. Minha face bela esconde um monstro, sim um monstro que tem o poder de fazer sonhar acordado e trazer pesadelos no fim do mês.            Todos os planos, expectativas e sentimentos oscilaram até desaparecerem com cada palavra dita naquela viajem sem volta e sem ninguém. Sempre quis ver aquela torre, aquele relógio gigantesco que agora os seus ponteiros no lento passo do compasso dos segundos passados expandiam a única coisa que eu tinha no momento, medo, medo desse novo mundo, medo de nunca mais voltar, medo de ficar sempre só.            Tudo que eu temia concretizou-se com uma força maior do que eu imaginava. ...

Alcançando o Mel

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                       Vejo conotações e denotações em um contexto onde não há figuras de linguagem e as imagens não tem sentido figurado.        Oh Meu carnaval sambado, que antecede a destruição do meu carnal ao largado e alagado de abandono, pois o dono está a vagar pelas fortalezas.         Esse Canal que o sinal derrete-se na chuva, seus telespectadores tem uma única suplica: “Não nos deixe acordar numa nau". (Kayron Rafael)

Cartas

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Com o desengano no enredo, vejo tudo se repetir, eu paro sento e sinto no vento o som do medo. Perguntando-me: se sei o que vai acontecer, por que faço? Dizem que é o hábito ou sorte, que sorte? Não acredito em acaso e se há casos desconheço. (Kayron Rafael)

Não é Você

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Nesta descida que descido, onde minha mente está agora? Enxugo meu rosto salgado, molhado por sentimentos e chuva. Ando pela estrada, solitário sou retrato da penúria do amor, me sinto um ator onde o silencio é minha sonoplastia e minhas atuações são de sofrimento e dor. (Kayron Rafael)

Rocha

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Todos os olhares não me valiam à pena, todas as vozes se emudeceram Todos os medos não pouparam a sentença, e condenado minhas artérias de pedra cederam O medo me faz fingir e muitas vezes ignorar, mas nada me faz tão bem do que ir onde o medo está A chuva se repete como todos os anos, meu medo é de voltar amar com esse coração insano, que começa mas nunca chega a terminar. (Kayron Rafael, Maria Clara)

O Corrupto Discípulo

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Vejo todos os olhares Olhando-me como um cão Escuto diariamente o mesmo sermão Falando-me supostas verdades Pra mim são pensamentos astutos Que querem me passar como ciclos Mas eu não entro nesse vinculo Pois sou o discípulo corrupto Não quero ler fascículos Não quero ser um anjo maldito Nem ter assuntos escondidos Pois todos sabem que eu sou o corrupto discípulo. (Kayron Rafael)

Passado do Futuro Proximo

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De longe avistei e soube já que me pertencia, aqueles raios laranja, seu vermelho é pra mim uma cilada vazia, aqueles diamantes cheios de sonhos e os meus de boêmia, mesmo sem saber do futuro, sei que tudo acabaria, mas mesmo com o fim do mundo essa pena valeria, pois o medo não me matará como a abstinência faria. (Kayron Rafael)

Cangaço Moderno

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             O faroeste agora acontece, mas não no Texas nem no Oeste, e sim o nordeste exerce essa poeira no tempo, à bala comendo, os moradores ao mesmo tempo chorando lagrimas de sangue, seus prantos que vem do sul, lá do fundo do coração dentro de algum mangue, onde os corações estão encharcados de maldade onde as ações movem calamidades e o amor é desumano e os olhares preservam insanidade. (Kayron Rafael)