Diálogos


Em um bosque onde não há chão de cimento, apenas grama e pinheiros gigantescos sem raíz na superfície. Dois amigos Hermes Ziom de Alencar Azul e Frederico Prosie de C. Lacerda sempre se encontravam pra conversar. Estou aqui pra publicar os seus diálogos.

Fred: E ai Ziom beleza? Estava a tua procura, queria te pedir um favor.

Hermes: Eu to vivendo, Cordeiro, (risos). Você ta diferente cara! Diga qual é o seu problema, ajudarei no que poder.

Fred: Pois é louco o tempo passa, a gente nem sente e as pessoas vão mudando a cada segundo que estão longe. Sim... o favor era só um dialogo que eu queria ter contigo, pra você me esclarecer algumas coisas.

Hermes: Manda ver!

Fred: Eu vinha pensando muito nos tempos de escola ou mais precisamente nos colegas de lá.

Hermes: Às vezes bate uma saudade também. Lembro de quase todos os rostos, mas o que me incomoda mesmo é justamente os que eu não lembro. Fico pensando se eles se lembram de mim, às vezes até me sinto culpado por não lembrar e eles sim, mas isso não vem ao caso, prossiga.

Fred:
Pois é, é complicado. Mas enfim é quase por ai o meu martírio Psicológico, só que vejo assim. Sempre fiquei na mesma turma todos os anos. Eu era amigo de todos sem exceção e até mesmo quando aparecia um novato já se tornava intimo, resumindo todos se gostavam apesar das brigas.

Hermes: eu acho que sei como é isso. A despedida é bem mais difícil quando há muito sentimento e tempo assim.

Fred:
Com certeza. Continuando, comecei a pensar com números e vi que durante o tempo estudantil eu amava a todos e esse “todos” eram mais ou menos oitenta pessoas na escola e na minha vida também. Assim percebi que dessas pessoas amadas a probabilidade de duas ou três morrerem é enorme, sem falar nas muitas outras que sumiram no meio do mundo e possivelmente nunca mais as verei novamente. Isso me deixa muito triste.

Hermes: Meu amigo, vou lhe falar uma coisa. Sempre haverá muitas faces, muitos sentimentos e muitos medos, por isso, se não quer mais conhecer pessoas, se isole e não fale com mais ninguém, assim não será melhor que uma porta, se não quer ter mais sentimentos bons pelas pessoas, comece se odiando, pois o maior dos sentimentos é o amor e como quase todo ser humano falho e egoísta você se ama acima de tudo religião, raça, cor, e até mesmo dinheiro. E por fim, se não quiser sentir medo, desista de viver, porque é justamente o medo quem te faz forte pra vencer a duvida, o desconhecido. Pois sem essa vitoria você não teria nem saído do útero de sua mãe, por medo do mundo novo lá fora. Mas como você saiu e ta aqui vivendo tudo isso, é porque consegue vencer suas duvidas, seus sentimentos, seus receios.

Fred:
Cara! Não precisava ser tão duro assim, mas ao mesmo tempo agradeço. Eu acho que se não fosse por isso eu ainda estaria refutando contra minhas idéias. Às vezes as pessoas precisam de um “chute” desses pra olhar pro mundo do jeito que ele é. Frio e injusto. Você poderia dar uns chutes desses em alguns políticos que existem por ai.

Hermes: Não cara! Daí eu seria preso por tentativa de lavagem cerebral, ou seja, uso do poder Político e da mídia sem autorização federal (risos).

Fred: E verdade. Vou indo nessa, fica com essa dica ai pra ti, e depois me fala o que achou. “As flores que passaram, não murcharam por conta do tempo e sim por vaidade”.

Hermes: Valeu! Pensarei sobre isso, até a próxima!

(Kayron Rafael)

















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